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sábado, 23 de abril de 2016

Como fidelizar o cliente de Espaços de Leitura?

O trabalho de compartilhar a cultura literária não está só em oferecer espaços e livros de boa qualidade, também é preciso se preocupar em atender o cliente/usuário com o máximo de excelência possível. Mas é claro que todo Bibliotecário sabe disso, porém, na prática, não é tão simples assim, não é? Bom, esse artigo, compartilhado do Bibliotecativa, discute e dá dicas sobre como conseguir fidelizar o cliente/usuário de Bibliotecas e Espaços de Leitura:

O atendimento de excelência é uma arte de sedução. É através do atendimento de excelência que a biblioteca pode conquistar e fidelizar os utilizadores. O atendimento é o espelho da organização. Um utilizador bem impressionado multiplica esse efeito positivo junto de um máximo de quatro pessoas. Um utilizador mal impressionado multiplica esse efeito positivo junto de pelo menos seis pessoas. A qualidade do atendimento está totalmente dependente da qualidade do atendedor. Nada deve ser deixado ao acaso. Todos os profissionais devem estar preparados e empenhados num atendimento de excelência. Esta é a razão de ser e o modo de estar da biblioteca.
 O que é a excelência no atendimento?
A excelência no atendimento vai muito para além de um atendimento pontual e despersonalizado, quase mecanizado. Atender é uma verdadeira arte da sedução.
O fim último do atendimento é o de estabelecer uma relação duradoura e profícua. Só assim o objetivo de satisfazer as necessidades dos clientes é plenamente realizado. Só assim se consegue a tão desejada fidelização dos clientes a uma empresa, produto ou serviço.
Mas isto por si só não basta. Para atender com excelência é necessário ter um vasto conhecimento sobre a área e a organização que se representa.
O atendimento é o espelho de qualquer instituição ou empresa. A imagem que fica de uma empresa depende maioritariamente da excelência do atendimento. Da relação que o cliente estabelece com a pessoa que o atende. Da forma como são satisfeitas as suas necessidades.
Ao atendimento estão intrínsecas várias ações. Entre elas destacamos as que nos parecem mais importantes:
  • Receber e acolher com cortesia
  • Atender com simpatia e disponibilidade
  • Prestar atenção a todos os pormenores
  • Escutar atentamente e fazer por entender
  • Dar sempre feedback na comunicação
  • Informar corretamente
  • Solucionar problemas

Qual deve ser a postura de um bom atendedor?

A concretização de um atendimento de excelência por parte dos profissionais pode resumir-se em quatro pontos cruciais:
  • Transmissão de boa apresentação no 1º contato
  • Identificação das necessidades
  • Satisfação das necessidades
  • Fidelização do cliente
A aparência e o aspeto físico deverão transmitir uma boa impressão. Deve manter uma postura correta e uma atitude adequada para criar um ambiente favorável ao atendimento.
É muito importante ter cuidado com a linguagem corporal. A postura e a expressão facial transmitem informação e geram sentimentos no outro. Sorria sempre de um modo suave, despertando tranquilidade e simpatia.
A forma como se dirige ao cliente e comunica com ele é determinante. Tenha em atenção a idade, nível sociocultural, histórico de cliente, interesses e gostos.
Opte por uma abordagem direta mas não invasiva. Mostre a sua disponibilidade para ajudar. Retire-se quando o cliente manifestar que não necessita de ajuda. Não se afaste demasiado e antecipe possíveis questões ou pedidos.
Opte por uma linguagem simples mas cuidada. Selecione o vocabulário em função do perfil do cliente. O tom de voz poderá desde logo transmitir segurança e confiança. Ajustar o tom de voz e falar de forma a manter o mesmo timbre demonstra domínio sobre o assunto e aumenta a credibilidade.
Nunca por nunca ser interrompa quando o utilizador fala. É importante que perceba que está a ser ouvido. Não ouça apenas, escute e dê sempre o feedback necessário. A expetativa do utilizador é muitas vezes a de ser ouvido e sentir-se compreendido. Sentir que alguém está empenhado em satisfazer as suas necessidades.
Não use frases negativas tais como: «Não sei!”, “Não temos!”, “Não está disponível!”, Não posso!”. Use frases afirmativas e construtivas. Mostre sempre boa vontade e disponibilidade para responder às suas necessidades e resolver qualquer situação.
É muito importante manter a calma e ter uma postura sempre profissional mesmo quando surgem contratempos. Ter bom autocontrolo e maturidade emocional para lidar com dificuldades pontuais que possam surgir. Uma boa dose de vontade para resolver uma situação poderá fortalecer a relação entre o profissional e o utilizador, entre o atendedor e o atendido.


Qual a importância do atendimento numa biblioteca?

Este conceito básico de atendimento também se aplica às bibliotecas. O atendimento do público é sem dúvida a função mais importante a desempenhar pelos profissionais das bibliotecas.
O atendimento de excelência numa biblioteca exige do profissional o domínio das técnicas de atendimento. Só assim é possível poder ponderar cada situação e agir de forma consistente e equilibrada.
Tendo em conta que nem sempre é possível atender de imediato a uma solicitação há que saber contornar este tipo de circunstâncias. Em circunstância alguma o utilizador pode sair da biblioteca com a sensação de insatisfação e com uma má impressão.
O utilizador satisfeito volta sempre à biblioteca e partilha as boas experiências vividas. Deste modo faz uma divulgação positiva junto a outros potenciais utilizadores. Cria assim um efeito multiplicador que ajuda a construir uma boa imagem a biblioteca.
O utilizador insatisfeito irá fazer o mesmo mas de uma forma negativa. Existem estudos que demostram o efeito multiplicador. Uma pessoa satisfeita com o atendimento transmite essa satisfação a um número máximo de quatro pessoas. Uma pessoa insatisfeita transmite essa insatisfação a um número mínimo de seis pessoas.
Deste modo, é fácil concluir que para se denegrir a imagem de uma organização basta falhar no atendimento.

Como pode melhorar o atendimento na sua biblioteca?

Para bem atender tente mentalmente inverter os papéis e imagine que é você que está a ser atendido. Questione: “Como gostaria de ser tratado?”. Para aprofundar esta abordagem, propomos-lhe este exercício.
  • Elabore uma pequena tabela com 5/7 itens que considera importantes quando é atendido numa loja;
  • Faça uma revisão mental de situações vivenciadas recentemente ou vá visitar intencionalmente uma loja;
  • Preencha a sua tabela atribuindo estrelas a cada um dos itens que definiu na sua tabela;
  • Repita este processo em mais duas ou três lojas, veja os resultados comparativamente.
  • Agora o grande teste: aplique a mesma tabela à sua biblioteca e peça aos seus colegas para fazerem o mesmo;
  • Analise os dados e retire conclusões. Planei e implemente ações de melhoria.
A terminar este artigo gostava de sublinhar dois aspetos que me parecem determinantes. Em primeiro lugar, devemos perspetivar o atendimento como o espelho da organização. É nesse espelho que o utilizador vê a imagem da biblioteca refletido. Em segundo lugar, devemos considerar o atendimento como uma função central da biblioteca. Nessa perspetiva defendemos que todos os profissionais devem estar preparados para o atendimento de excelência. Não nos podemos esquecer que é através do atendimento que a biblioteca presta serviços aos cidadãos. E essa é a razão de ser e de estar da biblioteca.
Texto de: Sandra Leal Compartilhado de: http://bibliotecativa.pt/arte-seducao-atendimento-excelencia/

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Bons Exemplos de Projetos para Atrair Público a Biblioteca

Nós do Muito Mais que Livros defendemos que a Biblioteconomia vai muito além de organizar livros em prateleiras e o ambiente perfeito para demonstrar essa versatilidade é a Biblioteca. Nesse ambiente é possível realizar diversas atividades  diferentes que incentivem a leitura.

Por isso nós decidimos reunir alguns bons exemplos de Bibliotecas Brasileiras que realizam e transformam a comunidade onde estão localizadas. Afinal a  biblioteca é e deve ser um ambiente de conhecimento, lazer e criação.

Projeto Cinema
Realizar seções gratuitas de cinema é um tiro certeiro, procure selecionar filmes de livros que estão em seu acervo e não se prenda aos clássicos, filmes que acabaram de sair do cinema, continuações ou livros baseados no filme costumam fazer sucesso.  Ah, não se esqueça dos infantis. Aproveite e coloque um expositor com o livro e se for possível convide um carrinho de pipoca ou outro tipo de comida para a ocasião.

Projeto Saúde
Esse projeto é super abrangente e possibilita muitas atividades, convide profissionais e disponibilize o espaço para aulas, palestras e conversas sobre temas de vida saudável. Grupos de apoio, com dicas de dietas, atividades alternativas como Yoga, Meditação, Tai Chi. 

Projeto Empréstimo Além de Livros
A Biblioteca não precisa ser só de livros, proponha empréstimos e trocas de outros itens com a comunidade, cds e dvds antigos, objetos, brinquedos, artesanato, roupas, etc. A ideia é trazê-lo para a Biblioteca e demonstrar que é possível conseguir os itens que precisa, sem gastar dinheiro.







Projeto Jogos
Uma receita infalível para atrair jovens é e sempre foi promover eventos sobre jogos, mas para que dê certo é preciso ficar atento as tendências daquela comunidade. RPGs são ótimos para começar, afinal são livros que são jogos. Promover competições de vídeo game ou até jogos temáticos como o quadribol (na foto) também pode chamar a atenção deles. Caso sua biblioteca tenha um espaço externo promova jogos clássicos de tabuleiro ou de campo.
Projeto Eventos
Esse projeto depende totalmente da sua criatividade e disposição, a ideia aqui é sair do convencional "datas comemorativas" e promover eventos mais interessantes para a sua comunidade. Para crianças, procure trazer os personagens de seu cotidiano, peças teatrais, circo, brincadeiras, incentive grupos da região e ofereça o espaço da Biblioteca para isso. Já para jovens é interessante entrar em contato com os seus ídolos, fazer uma seção de autógrafos ou  encontros para o fã, além dos eventos temáticos como hqs, animes, etc. Já para o adulto, disponibilize o ambiente para reuniões de negócios, pesquisa, conferências e palestras, quem sabe até temas mais culturais, como gastronomia, teatro, empreendedorismo. 
Projeto Aprender
A Biblioteca é um ambiente de saber e porque não utilizar de seu acervo para incentivar o aprendizado, convide professores que precisam de um ambiente para ensinar a utilizar seu espaço, promova aulas para a comunidade como línguas, informática, etc. Disponibilize uma lista de seu acervo nas escolas, universidades ou on line e peça para que os professores e diretores incentivem o aluno a vir ao seu ambiente.
Baseado no texto: http://bsf.org.br/2015/08/04/12-coisas-que-voce-pode-fazer-na-biblioteca-e-nem-sabia/

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

06 dicas para transformar a Biblioteca em lugar de criança

Em nosso ultimo post (07 Problemas em Bibliotecas que Afastam Usuários e o que Fazer para isso Mudar?) recebemos inúmeros comentários e sugestões discutindo sobre a importância de criar estratégias visando crianças e transformar o ambiente de leitura em um lugar interessante para elas.

Pensando nessa temática selecionei 06 dicas de profissionais que colocaram crianças como foco dos seus projetos de captação de usuários para bibliotecas, confira a seguir e dê sua opinião:

1. FACILITE O ACESSO AOS LIVROS. 
Comece por facilitar seu acesso, livros localizados em baixo na estante, ambiente colorido e atrativo, além de local para sentar ou deitar fará com que a criança queira ficar mais tempo no ambiente. 






2. COLEÇÃO ADEQUADA

Tivemos muitos comentários sobre a dificuldade em garantir a aquisição desses livros, muitas Bibliotecas não tem recurso financeiro para acompanhar as novidades literárias. 
Para resolver procure entrar em contato com fundações, autores e editoras e peça doações. Mantenha um bom relacionamento sugerindo o espaço para eventos e apresentações de seus livros.  Promova também eventos de troca e doação de livros com a comunidade.  

3.CONVIDE À LEITURA. 
Se preocupe em identificar o gosto da criança para assim apresentar outras opções da mesma temática. É interessante também manter próximos os livros "iguais" facilitando o interesse e acesso da criança.




4.NÃO SE ESQUEÇA DOS ADULTOS. 

É comum as bibliotecas se esquecerem de separar um local apropriado ao adulto acompanhante. Esse ambiente precisa ser confortável e estar próximo a criança. Que tal colocar uma maquina de café e indicar livros ao adulto?




5. PROMOVA EVENTOS. 
Através daquelas parcerias sugeridas no item 02 promova eventos adequados as crianças, convide autores e editoras para apresentarem seus livros, além de apresentações teatrais, circenses e contação de histórias. Convidar personagens infantis também é uma boa opção.
Aproveite as datas comemorativas, convide fundações assistenciais e iniciativas culturais da cidade para usar o espaço da Biblioteca. 

6. APOSTE NAS REDES SOCIAIS. 

As redes sociais podem te ajudar a divulgar as atividades da Biblioteca, aposte em criar páginas e convide os usuários a acessá-las e divulgá-las, coloque conteúdos interessantes, dicas de leituras e agenda de eventos. Existem páginas destinadas a crianças, procure saber se é possível fazer parte delas.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

3 estratégias para promover a leitura em espaços com pouco recurso

Assim como em qualquer outro lugar, os espaços de leitura também precisam de promoção, divulgação e incentivo para serem visitados, contudo a falta de recurso traz ao Bibliotecário o desafio de ser criativo e inventivo para atingir os mesmos resultados das grandes livrarias.

Esse artigo feito pela BibliotecAtiva apresenta 03 estratégias para atingir esse objetivo, confira:


1. Implementar uma abordagem integrada à promoção da leitura

Habitualmente a promoção da leitura centra-se na realização de atividades de animação da leitura dirigidas ao público infantil.
O que propomos é a adoção de uma abordagem integrada à promoção da leitura. Essa abordagem integrada deve ser entendida dentro de três dinâmicas complementares.
Em primeiro lugar, é uma abordagem que deve integrar diversos níveis de intervenção. A um nível estratégico, através da definição de uma politica municipal de leitura. A um nível táctico, através da implementação de projetos âncora e medidas estruturantes. A um nível operacional, através da realização de um trabalho regular e continuo dirigida aos diversos públicos.
Em segundo lugar, é uma abordagem que deve integrar os diversos públicos. Seja de um ponto de vista etário: crianças, adolescentes, jovens, adultos, seniores. Seja de um ponto de vista tipológico: perfil socioeconômico, níveis de literacia, hábitos de leituras, perfis de leitor. O mais importante de tudo é considerar que a promoção da leitura não deve ser exclusivamente dirigida às crianças.
Em terceiro lugar, é uma abordagem que deve integrar as coleções, os serviços, as atividades, os instrumentos. A abordagem fragmentada e parcelar leva ao desperdício de recursos e falta de eficácia. Apontamos alguns exemplos recorrentes. Realizar atividades de promoção da leitura sem relação com a coleção. Prestar serviços aos leitores sem instrumentos de apoio.
Implementar uma abordagem integrada à promoção da leitura é fundamental. Só assim se poderá garantir a obtenção de resultados efetivos e duradouros.


















2. Gerir as coleções em função do perfil dos leitores

Tradicionalmente as bibliotecas municipais organizam as suas coleções através de modelos centrados nos livros. Para isso recorrem à utilização das classificações decimais (CDU e CDD).
São modelos com uma estrutura hierárquica e temática, que obedecem a uma lógica disciplinar e têm uma abrangência enciclopédia. São modelos datados em termos conceptuais e inadequados do ponto de vista prático do leitor.
O que propomos como modelo alternativo assenta em três mudanças substantivas.
Primeira mudança. A gestão da coleção deve ser dinâmica, integradora e eficaz. Dinâmica porque deve sempre um processo em aberto que permita ajustamentos fáceis e rápidos. Integradora porque deve ter quatro componentes: a constituição, a organização, a promoção e a difusão. Eficaz porque deve permitir a optimização dos recursos disponíveis (documentos, equipa, dinheiro) em função da satisfação efetiva dos leitores.
Segunda mudança. A gestão da coleção deve colocar o enfoque no leitor. O perfil do leitor (necessidades, interesses e comportamentos) deve condicionar as grandes opções da gestão da coleção tendo em conta as quatros componentes anteriormente enunciadas.
Terceira mudança. A gestão da coleção deve estar articulada com a promoção da leitura. Esta articulação deve ter um duplo sentido. Realizar atividades de promoção da leitura que dêem a conhecer obras, autores, gêneros ou temas poucos conhecidos dentro da coleção. Realizar destaques da coleção ligados a projetos de promoção da leitura dirigidos a um determinado público, que celebrem uma efeméride ou se centrem num tema.
Estas três mudanças devem sempre assentar no pressuposto que o objectivo da gestão da coleção é a adequação ao perfil do leitor.

 3. Estabelecer um serviço de apoio ao leitor

Já vos aconteceu sentirem-se mais seguros a recomendar a um leitor um manual sobre astrofísica do que um romance histórico?
A principal razão porque isto acontece prende-se com três factores.
O primeiro fator está ligado à forma como organizamos as nossas estantes. Como a organização é temática e disciplinar é mais fácil arrumar/encontrar um manual sobre astrofísica do que um romance histórico.
O segundo fator está ligado ao facto de os nossos catálogos conterem uma indexação por assuntos para as áreas técnicas e científicas mas o mesmo não acontecer com a literatura.
O terceiro fator decorre dos dois primeiros. Sentimos-nos mais seguros a recomendar obras de carácter técnico e científico do que obras literárias. Facilmente as nossas recomendações se baseiam nos nossos gostos pessoais e histórico de leituras.
Na verdade, apesar de cerca de 50% das coleções das bibliotecas públicas serem constituídas por obras literárias, a forma como fazemos a sua gestão é altamente deficitária.
O que devemos estão fazer? A minha proposta é que crie na sua biblioteca um serviço de apoio ao leitor.
Este serviço deve estar vocacionado prioritariamente para os leitores de literatura. A sua criação deve assentar em três pressupostos.
O primeiro pressuposto é o de termos que gerir as coleções na área da literatura de uma forma totalmente diferente. Na minha opinião devemos procurar inspiração nas modernas livrarias. Já existem bibliotecas que o fizerem.
Veja-se o caso da Biblioteca Pública de Almere que implementou um novo modelo de organização espaço-funcional totalmente inspirado nos espaços comerciais (http://www.slideshare.net/FilipeLeal/inspiraes-bibliotecativa-01-almere).
O segundo pressuposto é o de criarmos instrumentos de apoio para a pesquisa e sugestão de leituras. A solução não passa na minha opinião pela indexação (por gêneros ou temas literários) das obras literárias no catálogo da biblioteca.
O ideal seria a utilização na sua biblioteca de plataformas que promovam uma de duas abordagens. Recomendação de obras em função de um conjunto de interesses definidos pelo leitor (http://www.openingthebook.com/whichbook/). Recomendações feitas por outros leitores (https://www.goodreads.com/).
O terceiro pressuposto é o de a equipa ter que adquirir novas competências. São competências ao nível dos estudos literários. Da utilização de redes sociais vocacionadas para a leitura. Da aplicação do merchandising na promoção das coleções da biblioteca.
A reciclagem das competências profissionais é um fator determinante na implementação destas estratégias. Transformar as bibliotecas passa, antes de mais e acima de tudo, por transformar os profissionais que nelas trabalham.
Lembramos que o Bibliotecário tem "adquirido" outras funções dentro do seu ambiente de trabalho, exigindo conhecimento, curiosidade e "jogo de Cintura", confira no infográfico compartilhado de https://mundobibliotecario.files.wordpress.com outras funções: