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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Biblioteca e Inovação um exemplo de Sucesso

Como não se inspirar ao entrar em uma livraria? 
E como utilizar de sua técnicas para atrair o leitor para a Biblioteca Pública? 
É possível transformar a Biblioteca em um lugar tão interessante quanto as mais modernas livrarias do mundo?  
Conheça esse exemplo de sucesso no texto compartilhado do Bibliotecativa

As modernas livrarias são uma fonte de inspiração para as bibliotecas públicas. São vários os exemplos que podemos sublinhar. A forma como organizam os espaços e utilizam o mobiliário. O ambiente informal e descontraído. O cuidado na exposição e promoção dos livros. Todos estes ensinamentos foram aplicados na nova Biblioteca Pública de Almere. Partindo da identificação das necessidades e interesses dos seus utilizadores desenvolveu e aplicou um novo modelo de organização que apresentamos ao longo do artigo. No final, em jeito de balanço, apontamos as cinco lições que podemos aprender com a Biblioteca Pública de Almere.
Uma biblioteca pública inovadora
Almere é a mais jovem cidade holandesa. Localizada perto de Amesterdã tem cerca de 200 mil habitantes. É uma cidade moderna que aposta no desenvolvimento sustentável e nas empresas de serviços na área tecnológica.
Inaugurada em março de 2010, a nova biblioteca pública de Almere tem cerca de 11.000 m2. Mas não é pelo edifício que é considerada uma das bibliotecas públicas mais inovadoras da Europa.
A principal inovação introduzida passa pela organização dos espaços ser inspirada nas modernas livrarias. Complementarmente esta biblioteca utiliza técnicas de merchandising exclusivamente aplicados aos espaços comerciais.
A realização de um estudo de caracterização dos utilizadores da antiga biblioteca serviu de ponto de partida para o projeto da nova biblioteca. Entre as conclusões do estudo destacamos as seguintes.
  • A biblioteca servia uma grande diversidade de grupos de utilizadores com perfis bastante vincados.
  • Cerca de 80% dos utilizadores não selecionava os livros e as leituras antes de entrar na biblioteca.
  • A escolha livros era feita recorrendo prioritariamente à pesquisa direta nas estantes em livre acesso.
  • Os utilizadores consideravam a decoração dos espaços bastante entediante e o ambiente pouco acolhedor.

Um novo modelo de organização e funcionamento

As conclusões do estudo dos utilizadores da antiga biblioteca conduziram à aplicação de um novo conceito na nova biblioteca. Este novo conceito inspirou-se na lógica de organização dos espaços comerciais, dando particular atenção às modernas livrarias.
Os espaços da biblioteca foram estruturados por lojas. Cada loja corresponde a uma zona estruturada em função de um perfil específico de cliente. O perfil é definido em função do perfil sociocultural, estilo de vida, interesses e gostos. Como consequência foram definidos cinco grupos de clientes a que correspondem cinco diferentes zonas.
De modo a melhor materializar este novo modelo, foram adotadas novas soluções ao nível do ambiente e do mobiliário. O ambiente criado é informal, acolhedor e descontraído. Em grande parte, esse ambiente é proporcionado pela disposição e utilização do mobiliário.
Ao contrário do que é tradicional nas bibliotecas públicas houve uma mistura deliberada de zonas e de funções. Estantes com sofás incorporados. Balcões de atendimento de diversos formatos e dimensões. Estantes com mesas de trabalho integradas. Zona de cafetaria integrada na biblioteca. Estantes com expositores. Diversos tipos de cadeiras e de sofás. Utilização de iluminação localizada. Estas são algumas das soluções utilizadas.
Complementarmente são utilizadas técnicas de merchandising.  Os expositores são funcionais e ergonômicos facilitando a procura e escolha dos livros. A apresentação dos livros com capa bem visível torna-os muito mais apelativos.  Esse efeito é reforçado através de um enquadramento gráfico cuidado e marcante.
À semelhança das modernas livrarias, a biblioteca realiza regularmente ações de promoção das coleções.  Nessas ações são colocados em destaque livros que correspondem às novas tendências de interesse ou gostos demonstrados pelos seus leitores.

Um novo perfil profissional

A aplicação deste novo modelo de organização espácio-funcional (decorrente da identificação das necessidades, interesses e gostos dos utilizadores) levou à necessidade de requalificação dos membros da equipa da biblioteca.
Foi efetuada uma aposta estratégica na formação profissional. O objetivo foi criar uma mistura equilibrada entre as competências tradicionais e as novas competências. No que diz respeito às novas competências elas estão dentro de duas áreas: marketing e merchandising.
Com esta requalificação atingiram-se duas finalidades. A primeira prende-se com a necessidade de operacionalizar diariamente o novo modelo implementado. A segunda prende-se com a necessidade de centrar a biblioteca na satisfação das necessidades e interesses dos seus clientes.
Outra constatação prende-se com o surgimento de novas funções: gerente de piso, gerente de marketing. Estas são comuns nos espaços comerciais, não fazendo tradicionalmente parte das funções dos profissionais que trabalham em bibliotecas.

Cinco lições que podemos apreender

Da análise deste exemplo inspirador podemos retirar as seguintes lições aplicar nas nossas próprias bibliotecas:
  • A realização de estudos de caracterização do perfil dos nossos utilizadores deve ser o ponto de partida para a transformação das bibliotecas
  • O modelo tradicional de organização dos espaços e das coleções das bibliotecas públicas já não corresponde aos interesses dos utilizadores
  • A organização espácio-funcional das bibliotecas públicas deve colocar no centro as necessidades, os interesses e os comportamentos dos clientes
  • A biblioteca pública pode adotar estratégias mais eficazes de promoção das coleções inspirando-se nas modernas livrarias
  • A aquisição de novas competências e o exercício de novas funções é fundamental para o exercício da nossa atividade profissional
Compartilhado de: http://bibliotecativa.pt/biblioteca-publica-almere/

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A Gestão da Informação para o Desenvolvimento da Inovação

A Informação tem sido considerada um elemento chave para competitividade das organizações, discute-se a importância da gestão da informação para a promoção da inovação. Acredita-se que os processos envolvidos na gestão da informação podem propiciar o desenvolvimento de inovações
Papel do profissional da informação (ou bibliotecário?)
Pode-se considerar que o desempenho inovador de uma organização é diretamente proporcional à sua capacidade de obter informação, processá-la e disponibilizá-la de forma rápida e segura.
Atualmente, na nova realidade mundial a informação é considerada o principal insumo para o desenvolvimento das organizações. Pode-se considerar a informação como um dos principais recursos para a competitividade, posição estratégica de mercado e de lucratividade. A relevância da informação para as organizações é universalmente aceita, constituindo, senão o mais importante, pelo menos um dos recursos cuja gestão e aproveitamento estão diretamente relacionados com o sucesso desejado.
É relevante destacar o que a inovação não é: inovação não é somente um invento, nem somente uma melhoria, tecnologias e muito menos somente uma ideia. Contudo, pode-se afirmar que estes elementos podem gerar insumos para o desenvolvimento de inovações. Pode dizer que inovação é o efeito causado por algum novo meio tecnológico, novo pensamento, novo conhecimento, nova ideia, nova forma de proceder aplicados em algo novo ou pré-existente que causa transformações benéficas para produtos, serviços, pessoas, organizações ou sociedade e que tenha aplicabilidades e resultados multifacetados e perceptíveis como inovadores .
No setor de serviços a inovação está associada diretamente em processos e a gestão da informação tem a condição de qualificar processos de forma a proporcionar agregação de valor ao processo decisório, pode-se entender que a gestão da informação tem a capacidade de proporcionar melhorias nas organizações que podem ter características que as definam como inovação.
APORTES TEÓRICOS DA GESTÃO DA INFORMAÇÃO
FLUXOS DE INFORMAÇÃO
Fluxo de informação consiste num processo de integração de toda a cadeia de produção de uma organização. Abrangendo desde o contato com o cliente com a captação das suas necessidades acerca do produto, percorrendo dentro da empresa pelos diversos setores como vendas, marketing, finanças, projetos, planejamento, recursos humanos, suprimentos e produção, além da comunicação com os fornecedores.
REDES
As organizações como um todo estão caminhando em direção à inovação aberta, a qual vínculos e conexões se tornam tão importantes quanto à própria produção e propriedade do conhecimento devido a necessidade de ampliar os canais de informação para ampliar a capacidade inovativa. Logo, o conceito de redes de informação se faz fundamental para entender a inovação aberta e auxiliar no fluxo de informação entre estas organizações.
INTELIGÊNCIA COMPETITIVA
A informação é na prática a única estratégica competitiva sustentável. No atual cenário de caos documentário, com o volume de informações cada vez mais crescente, entender o gotejamento informacional se faz indispensável. Desenvolver mecanismos para seleção das informações que realmente são relevantes e disseminar para as pessoas que interessam, dentro do formato que elas necessitam e no momento exato, tornou-se uma tarefa fundamental para qualquer organização.
Matéria Compartilhada de: http://portaldobibliotecario.com/2015/11/09/gestao-da-informacao-para-inovacao/